10 Anos Não São 10 Dias chega ao interior de Pernambuco

A circulação de “10 Anos Não São 10 Dias” leva o Palhaço Gambiarra a Arcoverde, Buíque e São José do Belmonte, em novembro de 2026. Segundo a programação divulgada pela produção, as atividades são gratuitas e têm classificação indicativa livre.

Natural de Camaragibe, Dú Yândi Ramos dos Santos celebra dez anos de atuação na palhaçaria popular. O artista começou a trabalhar com palhaçaria em 2015, depois de atuar como malabarista em semáforos da Região Metropolitana do Recife.

A agenda prevê atividades em Arcoverde nos dias 6 e em Buíque nos dias 7 e 8 de novembro. Para São José do Belmonte, a produção ainda vai definir data e local, conforme a divulgação da temporada.

10 Anos Não São 10 Dias

O projeto combina circo, arte de rua e poesia com apresentações e rodas de diálogo em espaços públicos e culturais. A circulação também reúne artistas de diferentes territórios pernambucanos e integra ações de formação realizadas em Camaragibe.

Agenda da circulação em Arcoverde, Buíque e São José do Belmonte

Em Arcoverde, a atividade de 6 de novembro está marcada para as 18h, no Riso da Terra, na Avenida Pinto de Campos, nº 1248, bairro São Miguel. A programação prevê palco aberto e roda de diálogo em parceria com o espaço de cultura, educação popular e agroecologia.

As ações em Buíque serão realizadas na zona rural, às 17h: o palco aberto de 7 de novembro ocorre no Terreiro Dona Beiga, e o encontro de 8 de novembro será na comunidade do Pico, com roda de diálogo. O Sítio Alcobaça participa como parceiro das duas atividades.

Para São José do Belmonte, no Sertão Central, a produção ainda não definiu data nem local. A cidade integra a circulação estadual, mas a divulgação da temporada não informa quando a apresentação será realizada.

As atividades são gratuitas e têm classificação indicativa livre, conforme a programação da produção. A temporada também conta com acessibilidade comunicacional em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para pessoas com deficiência auditiva.

Encontros aproximam artistas e iniciativas dos territórios

O palco aberto de Arcoverde reúne Amaik, artista natural do Cabo de Santo Agostinho e morador da cidade, além dos palhaços Salsicha e Pinóquio. Salsicha nasceu em Sumé, na Paraíba, e Pinóquio é natural de São Lourenço da Mata, em Pernambuco.

Em Buíque, os convidados dos encontros são Palhaço Pinóquio, Palhaço Sequinho e Palhaço Salsicha. Sequinho é radicado em Pernambuco, e a programação inclui artistas convidados junto às atividades nos territórios rurais.

A temporada também destaca Índia Morena, artista de Jaboatão dos Guararapes, ao lado de Pinóquio e Sequinho como referência para a história do circo e da arte de rua no estado. A proposta reúne palhaços, palhaças, arte-educadores e outros artistas nos encontros.



Gambiarra afirma que a circulação busca conectar artistas e iniciativas locais por meio de parcerias comunitárias e do diálogo entre gerações. Entre os espaços envolvidos estão centros, escolas e organizações artístico-culturais, de educação e sociais.

Obra celebra dez anos de trajetória na palhaçaria popular

A obra 10 Anos Não São 10 Dias teve início em setembro de 2026, na Praça de Camaragibe, na Vila da Inabi. Naquela apresentação, Palhaço Gambiarra atuou como mestre de cerimônia em um formato previsto também para os demais municípios.

O palco aberto em Camaragibe contou com Palhaço Xuvisco, os Irmãos Gandaia, Ynsany Dama Vermelha e Palhaço Pinóquio. A programação incluiu números de malabarismo e palhaçaria, uma performance de pirofagia e esquetes.

Em 2015, Gambiarra estreou apresentações solo e coletivas em praças, semáforos, feiras livres, escolas e comunidades urbanas e rurais. O artista também integra o Coletivo Família Malanarquista, ligado ao malabarismo, ao circo e à arte de rua no Recife.

O projeto entende o circo e a arte de rua como patrimônios culturais vivos e propõe aproximar gerações, linguagens e territórios. Gambiarra descreve o percurso entre a Região Metropolitana, o Agreste e o Sertão como uma oportunidade de reencontrar públicos e compartilhar saberes de mestres e mestras.

Oficinas, produção e financiamento da temporada

As atividades formativas do projeto ocorreram em setembro de 2026 no Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo (CCVA), em Camaragibe. Luiza Fontes, Monick Pequeno e Renato Inácio facilitaram as oficinas.

A realização é conjunta da GRAVE! Produtora e da Palhaço Gambiarra Produções Ilimitadas, duas produtoras pernambucanas. Diana Paraíso responde pela produção executiva, com assistência de produção de Clarissa Siqueira e Clara de Assis.

A circulação recebe financiamento do edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Sistema Nacional de Cultura (SNC), do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Segundo a divulgação do projeto, a maioria da equipe técnica é formada por profissionais de Pernambuco.

Gambiarra relata que, ao longo da trajetória, fez investimentos, produções e viagens pelo interior de Pernambuco e por outros estados com recursos obtidos no chapéu. Para o artista, as rodas de diálogo favorecem a transmissão oral e a troca de saberes entre diferentes gerações do circo.

Serviço

  • Arcoverde — palco aberto e roda de diálogo: 06/11 (sexta-feira), às 18h, no Riso da Terra (Avenida Pinto de Campos, nº 1248, bairro São Miguel). Entrada gratuita.
  • Buíque — palco aberto: 07/11 (sábado), às 17h, no Terreiro Dona Beiga. Entrada gratuita.
  • Buíque — palco aberto e roda de diálogo: 08/11 (domingo), às 17h, na comunidade do Pico. Entrada gratuita.


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