Um ato indígena em Pernambuco ocupou praças e ruas de Camaragibe em 1º de novembro, em protesto contra ataques a povos indígenas. O relato da mobilização relaciona a manifestação a uma convocação nacional por direitos e segurança.
Após o resultado do segundo turno, descrito na publicação como derrota de Flávio Bolsonaro e reeleição de Lula, setores bolsonaristas teriam organizado ações de retaliação. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) denunciou ameaças no Mato Grosso do Sul a partir do dia 26, e o texto menciona pelo menos três indígenas mortos.
Em Pernambuco, o coletivo KAMARÁ’GYPE convocou a mobilização antes da adesão da União Nacional dos Estudantes (UNE) ao chamado nacional para 1º de novembro. A manifestação ocorreu em Camaragibe, na Região Metropolitana da capital, com a participação do Coletivo Quilombo Vermelho.
O relato também aborda a disputa sobre a continuidade das mobilizações e as reivindicações por direitos indígenas. Entre elas estão a derrubada do Marco Temporal e a demarcação de todas as Terras Indígenas.
Ameaças contra povos indígenas impulsionam mobilização nacional
Segundo o relato editorial, as convocações para atos se espalharam pelo país como resposta às violências dirigidas a povos indígenas. A mobilização nacional reuniu iniciativas em diferentes localidades, além da manifestação pernambucana.
Outra frente mencionada foi a criação da articulação digital Exército dos Povos Indígenas. A publicação apresenta a iniciativa como parte da organização que acompanhou os chamados presenciais em defesa dos povos originários.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) também aderiu à convocação nacional. O relato situa essa participação ao lado de iniciativas de coletivos indígenas, que organizaram atos para contestar as agressões e reivindicar direitos.
Ato em Camaragibe reúne coletivos e expõe divergências sobre a mobilização
O relato afirma que setores da direção majoritária da UNE boicotaram a convocação do ato e marcaram, para o mesmo horário, uma festa em comemoração à vitória de Lula. A divergência expôs diferentes propostas para conduzir a mobilização estudantil.
O texto também aponta que povos indígenas estiveram na linha de frente contra o governo Bolsonaro e enfrentaram medidas do governo Lula. Entre os exemplos citados está a privatização do Rio Tapajós, barrada após uma forte mobilização.
Na avaliação editorial, as mobilizações das semanas anteriores foram decisivas para a derrota eleitoral da extrema direita e para a luta contra a escala 6×1. O texto defende que essa organização continue diante dos ataques a indígenas.
A publicação propõe independência de classe em relação aos governos e cobra que a UNE e centrais como a CUT e a CTB empreguem seu peso na organização das mobilizações. Também critica a direção majoritária da UNE por direcionar a mobilização ao apoio ao governo, enquanto menciona novos cortes e ajustes fiscais anunciados.


